Por João Paulo D. Cêpa
A história do Judô Capixaba é uma
história rica, mas ainda precisa ser contada. Assim como um povo não existe
sem a sua história (pois perde a sua essência), o judô capixaba precisa
conhecer a sua origem.
Essa origem está ligada a alguns
personagens anteriores a criação da FEJ. Na verdade, falamos dos precursores do
esporte no Estado. O primeiro deles foi Algênio Moreira de Barros, um dos
fundadores da federação. Ele lecionava judô e Jiu-Jitsu no Clube Saldanha da
Gama e foi proprietário de uma das primeiras academias do Estado, o Judô Algênio
de Barros, sediado na rua Neves Armond 169, segundo andar – Praia do Suá, Vitória. Era faixa
preta de judô e oitavo dan de Jiu Jitsu (dado levantado de 1991). Alguns
atletas antigos afirmam que ele foi o primeiro lutador de judô do Espírito
Santo.
Pouco depois de Algênio de
Barros, chegou a Estado do Espírito Santo o seu irmão José de Barros, que
fundou em 1972, na Glória, município de Vila Velha, o Judô Clube Nippon
(sediado atualmente no bairro de Vila Nova). Estes dois mestre de judô foram
responsáveis pela formação de um “tronco” de atletas e mestres atuantes no
Estado e que trouxeram glórias para o Espírito Santo.
Dentre os precursores do Judô
capixaba, destacamos ainda José Lemos Sobrinho, que pertencia a outro dos
clubes mais antigos da Grande Vitória, o Judô Clube Vitória. Outros nomes também precisam ser lembrados e
suas histórias registradas: Yamaguchi, Manuelino Correia (responsável pela Associação
Hong Kong, uma das mais tradicionais do Estado), Heloisio Ferreira ( que
conquistou os primeiros pontos para o Espírito Santo em competições nacionais em
1974 no Paraná e no Campeonato Brasileiro Júnior de Belo Horizonte em 1975), etc.
Antigo símbolo da FEJ
Desvendar essa rica história do
Judô capixaba é um dos motivos pelo qual eu criei esse blog. Muitas dessas
considerações estarão em meu projeto de doutorado em Educação Física,
que está em fase de preparação.
Cópia da ata da Assembléia Geral que fundou a Federação Espiritossantense de Judô, em 10-12-1973
Esta ata foi lavrada na sede do Clube Vitória, com a presença de Algênio Moreira de Barros (responsável pelo Judô Algênio de Barros), José Maria de Barros (responsável pelo Judô Clube Nippon), Heloísio Ferreira Pereira (membro do Departamento Técnico do Judô Clube Vitória) e outros representantes da primeira diretoria da FEJ.
Abaixo, temos a transcrição da primeira diretoria da FEJ:
Presidente: Argentino de Almeida Pinto
Vice-Presidente: Algênio Moreira de Barros
Conselho Fiscal
Efetivos: José Rogério Bressan, Luigi Simoni e Edmilson
Brandão
Suplentes: Nelson de Souza Lima Filho, José Maria de Barros
e César Helal
Tribunal de Justiça Desportiva
Efetivos: José Carlos Nacif, Djalma de Sá Oliveira Filho,
José Lemos Sobrinho, Mauro Fontoura Borges, Ubiratan Ferrari Bonino, Alberto
Cusnir, Edson Maestri
Suplentes:José Marcos Martins, Délio Delmaestro, Ayrton
Ruperti, Hercílio Alves da Silva Filho, José Carlos Ferreira
Primeiro Secretário: José Adelino de Souza Mendes
Segundo Secretário: Rubens Napoleão Augusto Leal
Primeiro Tesoureiro: Sebastião Antonio Rabelo Leite
Segundo Tesoureiro: Laurimar da Silva Castro
Diretor de Relações Públicas: Jonas Porfírio
Diretor Técnico: Heloísio Ferreira Pereira
Fontes:
CEPA, João Paulo Derocy .Federação Espiritossantense de Judô: Uma história a ser contada. Palestra apresentada na cerimônia de encerramento da FEJ - 2011.


Oá João Paulo!
ResponderExcluirMeu nome é Algênio de Barros Jr, Coloco me a sua inteira disposição para o que for necessário! Parabéns pelo projeto e por resgatar a memória do nosso Judô!
Olá, Algênio. Meu nome é Jayme e fiquei sabendo da existência de seu pai através do meu pai. Sou praticante de jiu jitsu e achei um livro aqui em minha casa que pertencia ao meu pai, chamado "Jiu Jitsu Sem Mestre". Meu pai datou o livro em 02/04/1957. Quando perguntei a ele se ele havia praticado tal arte, ele me contou a história de ter se interessado. "Na Praia do Suá, havia um daqueles valentões clássicos, grandes e fortes, que batiam e colocavam medo em todos.Certa vez, em um ônibus (ou bonde), o tal valentão foi mexer com o Algênio e em questão de segundos o valentão foi anulado por Algênio". Meu pai foi procurar saber o que foi usado pra conseguir o que ninguém havia conseguido até então e descobriu que foi o jiu jitsu, agora vejo que uma arte se aliou à outra. Muito bom saber um pouco mais sobre as raízes das artes marciais em nosso estado.
ExcluirOlá Algênio, tudo bem? Gostaria muito de poder conversar com você qualquer dia desses! Esta pesquisa acabou não originando uma tese, mas penso em retomar estes estudos de outras formas.
ExcluirMeu facebook é João Paulo Cêpa e o instagram é @joaocepa. Forte abraço!
Olá João, Tudo bem?
ResponderExcluirO Algênio de Barros, em questão, posteriormente, teve uma academia no Bairro de Fátima, Serra/ES?