sábado, 10 de agosto de 2019

O judô brasileiro segue sua jornada no Panamericano de Lima 2019


Desde quinta feira (08/08), o Brasil iniciou a sua jornada nos Jogos Panamericanos de Lima 2019. No primeiro dia de combates, a dupla Larissa Pimenta (52kg) e Renan Torres (60kg), estreantes em Jogos Pan-Americanos, representaram o país no tatame da Videna e conquistaram o título pan-americano. A atleta Larissa Farias (48kg) lutou pelo bronze, mas terminou em quinto lugar após um golden score que durou mais de 15 minutos.

Na sexta feira, a campeã olímpica Rafaela Silva conquistou mais um título para a sua galeria. Ao vencer a dominicana Ana Rosa, a brasileira multicampeã alcança um feito inédito que perseguia desde o Pan de Guadalajara (2011), quando conquistou a medalha de bronze. Em Toronto -2015, foi vicê campeã de sua chave.

Com esta vitória, Rafaela Silva alcança um feito in
édito: tornou-se campeã olímpica, mundial e panamericana. Ainda na sexta, os atletas Daniel Cargnin (66kg) e Jeferson Santos Júnior (73kg) alcançaram a medalha de bronze em suas categorias.

A participação do judô brasileiro no Panamericano segue hoje com quatro atletas: Alexia Castilhos (63kg), Ellen Santana (70kg), Eduardo Yudy Santos (81kg) e Rafael Macedo (90kg). No domingo, teremos em ação a partir das 11h da manhã as atletas Mayra Aguiar (-78kg) e Beatriz Souza (+78kg) e o judoca David Moura (+100kg).

Fonte: www.cbj.com.br

terça-feira, 9 de julho de 2019

Retomando o projeto História do Judô Capixaba

Entre idas e vindas, despedidas e retornos, muita coisa aconteceu. Sete anos desde que o blog foi criado.

Não sou um capixaba da gema. Estou aqui no Estado desde 2008 e conheci o esporte em 2010,  aos 29 anos. Na medida em que conheci o judô capixaba, ele sempre despertou em mim um misto de estranhamento e fascinação. Conheci algumas academias e as histórias, e sempre me perguntei: por que não estão contadas em lugar nenhum? Trajetórias incríveis de judocas, senseis, praticantes ou simplesmente amigos de tatame, que nunca foram investigadas.

Temos exemplos de pesquisadores, como Stanley Virgílio, que escreveu muitos livros contando trajetórias de notáveis atletas e professores de todo o Brasil. O que falta para que façamos isso aqui?

Então, em 2011 estava decidido a desenterrar essas narrativas e contar a História do Judô Capixaba. Visitei a federação algumas vezes, digitalizei muita coisa, conversei com alguns senseis (poucos na época), mas dentre eles, nosso saudoso José de Barros. Comecei a construir a gênese desta trajetória.

Fui convidado na época para contar um pouco disso na cerimônia de encerramento da FEJ no auditório da UNIMED, a pedido do então presidente da FEJ, Miguel Agrizzi. Muitas conversas de canto, dizendo que têm algo a contar, um ponto a relatar. De fato, esta história precisa ser contada.

Infelizmente a vida é dinâmica e imprevisível. Ela me levou para outros caminhos e me fez perder esta memória e construir uma outra narrativa pessoal, mais distante do Judô. Mas nunca abandonei o desejo de recomeçar do zero: voltar às academia, conversar com os senseis, atletas, alunos e retomar o meu projeto: A genealogia do Judô capixaba.

Olhando para dentro e para fora, vejo a oportunidade de recomeçar. Estou um pouco mais próximo da faixa preta, novamente mais familiarizado com o esporte e com mais tempo disponível. Chegou a hora.

A primeira iniciativa é retomar com este blog e trazer pequenas amostras destas coletas de evidências. Espero voltar a campo a partir de Agosto, Fortalecer as pesquisas, visitar os dojos, ter boas conversas e mais uma vez tentar construir essa história incrível.

Acredito que agora vai. Gostaria muito de contar com a ajuda, mais uma vez da Federação Espiritossantense, dos senseis e seus arquivos e histórias. Vou reconstruir um projeto que, acredito, pode contribuir muito para que todos conheçam a força do nosso judô.

Aqui vamos falar de judô nacional, mas principalmente do judô do Estado do Espírito Santo!

Vamos em frente!